A África é o terceiro continente mais extenso e o segundo mais populoso da Terra, dividido em cinco regiões: Norte da África, África Ocidental, África Centro-Ocidental, África Centro-Oriental e África Meridional. Uma das regiões de maior pobreza e onde ocorrem mais conflitos é a África Centro-Oriental. Chama a atenção o fato de que, dos 30 países mais pobres do mundo, pelo menos 21 são africanos, embora existam países africanos com qualidade de vida e índices de desenvolvimento razoáveis, como África do Sul, Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
É, portanto, impossível, num pequeno espaço deste Blog, falar sobre este continente. Consegui, apenas, obter algumas informações e vivenciar situações que estou a compartilhar com vocês, a partir de visitas ao Norte da África (Marrakech, Deserto de Sahara e Deserto de Zagora). Neste post, me farei uma breve apresentação sobre Marrakech. O Norte da África é a maior região do continente africano em extensão territorial, e comporta três subdivisões: os países do Maghreb (palavra derivada do árabe que significa “poente do sol”), os países do Sahara e o vale do Nilo.
Na paisagem, os acidentes geográficos que se destacam são a Cadeia do Atlas e o Deserto de Sahara, com trechos distintos: no primeiro, as dunas arenosas são dominantes e, no segundo, há muitas pedras, conhecidas como hamadas. Os países desta região são Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia e Líbia; o clima é mediterrânico na encosta setentrional da Cordilheira do Atlas e desértico na parte setentrional desta cadeia.
Dentre estes países, destaco Marrocos, oficialmente Reino de Marrocos (em árabe: المغرب; transl.: al-Maġrib; em berbere: Amerruk/Murakuc), uma monarquia constitucional com um parlamento eleito democraticamente. Tal como grande parte do Norte da África, Marrocos esteve, sucessivamente, sob o domínio dos fenícios, do Império Romano e do Império Bizantino até à chegada dos árabes, que trouxeram o Islão e fundaram o reino de Nekor, nas montanhas do Rife, no século VIII. Os berberes, no entanto, assumiram o controle no século XI e governaram, não só Marrocos (agregando-lhe reinos vizinhos), mas, também, a parte sul da península ibérica, até o fim do século XII.
Em Marrocos existem quatro grandes cadeias montanhosas: Rife, Médio Atlas, Alto Atlas e Anti-Atlas. As três últimas integram a Cordilheira do Atlas. Quando lá estive, os árabes representavam cerca de 70% da população, os berberes 30% e todas as outras etnias não chegavam a 1%; a religião dominante era a muçulmana sunita (99%); a língua predominante era a variante marroquina do árabe; a religião era a muçulmana (99,9% da população); a comunidade cristã (católicos romanos e protestantes) era constituída por cerca de 5.000 fiéis, sendo a maioria estrangeiros; a comunidade Baha’i, se localizava em áreas urbanas e era estimada em 350 a 400 seguidores; a economia baseava na agricultura, nos serviços, na indústria transformadora e na exploração mineral; as principais produções das indústrias transformadoras eram os produtos alimentares, os têxteis (visitei algumas cooperativas que produziam tapetes com pêlos de camelo pintados com “sumo” de flores), os artigos de couro e os adubos; o turismo constituía importante fonte de receitas; no seu conjunto, a política externa de Marrocos contemplava relações, embora frias, com Israel e bom entendimento com os EUA, exceto no que diz respeito a diferenças quanto ao Oriente Médio. Além disso, Marrocos vinha ampliando a sua atuação diplomática, intensificando relações com a República Popular da China e Coreia do Sul.
Rabat é a capital de Marrocos, mas outras cidades se destacam: Casablanca, Tânger, Fez (onde nasceram muitos poetas e escritores), Agadir, Meknès, Oujda, Kenitra, Salé e Marrakech (cidade turística).
Dentre estas, Marrakesh é um importante centro econômico que conta com mesquitas, palácios e jardins. A medina é uma cidade murada medieval, movimentada, que data do Império Berbere, com ruas labirínticas, onde souks (mercados) agitados vendem tecidos, cerâmica e joias tradicionais. O minarete mouro da Mesquita Cutubia, do século XII, é um símbolo da cidade e pode ser visto a milhas de distância. Hospedei-me no Hotel Riad, que oferece serviços excelentes aos hóspedes, inclusive transporte para o deslocamento até a cidade.
Localizado no coração de Marrakech, a praça Jemaa-El-Fna é um famoso local de encontro, onde ficam contadores de histórias, músicos, cartomantes, macacos em coleiras, encantadores de serpentes, uma extensa feira, terraços com cafés e restaurantes. Excelente opção de happy hour. Esta é uma praça que serve como ponto de referência para turistas.
Gostou? Visite Marrakech.













































